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atualizado em 18 de abril de 2007                       quem somos | contato | newsletter       

   
 
Range Rover Sport


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A hora de pendurar as chaves

foto de reprodução / Autoweek

Revista Autoweek: preocupação nos EUA
Qual é a hora de parar de dirigir? A resposta é difícil e pode variar muito, de motorista para motorista. A decisão sobre esse momento vai muito além da objetividade e envolve emoções como o sentimento de liberdade, o orgulho ou o próprio amor pelos carros. Mas, em determinado momento, é inevitável, para preservação da segurança do motorista ou de terceiros.

Com a elevação da expectativa de vida, é cada vez maior o número de motoristas com idade elevada circulando pelas ruas. Apesar de, com o passar dos anos, a legislação exigir que os exames de saúde para renovação da carteira de habilitação ocorram a intervalos mais curtos, eles não são o único parâmetro para determinar a capacidade de interagir com o automóvel e o trânsito de cada pessoa.

Nos Estados Unidos, o país do transporte individual, há uma séria preocupação com os idosos que continuam dirigindo, muitas vezes além dos 80 ou até 90 anos de idade. Lá, a situação é agravada por um aspecto cultural, a dispersão familiar, que faz com que pais, filhos e netos vivam em localidades muito afastadas e encontrando-se em poucas ocasões.

Acidentes - Desde 1980, a participação dos americanos idosos em acidentes tem aumentado bastante. Considerando que pessoas mais velhas costumam rodar bem menos do que os jovens, os analistas concluem que eles estão correndo mais riscos e submetendo outras pessoas ao perigo do que os motoristas de qualquer outra faixa de idade.

A revista americana Autoweek publicou, no início de abril, uma ampla reportagem sobre o tema, em que são apontadas várias alternativas sobre como lidar com uma situação que tem amplos reflexos sobre a vida dos envolvidos, sejam os próprios motoristas ou suas famílias.

Entre as conclusões, está a necessidade de avaliar individualmente cada motorista. Há pessoas com mais de 80 anos em plena forma física e mental e, ao mesmo tempo, um motorista jovem ou de meia-idade pode estar atravessando problemas de saúde ou tomando medicamentos - até mesmo remédios para resfriados - que perturbam seus reflexos, causam sonolência e o torna um perigo ao volante.

De forma geral, os estudiosos afirmam que, enquanto a maioria dos motoristas jovens se envovem em acidentes por seu comportamento - ousadia, bebida, excesso de velocidade, desobediência consciente das regras de trânsito -, com os idosos as causas, em geral, tem a ver com sua performance física. A idade afeta três aspectos fundamentais do ser humano: a visão, a rapidez do pensamento e a força e mobilidade. Todas muito importantes ao dirigir.

Limites variam - De qualquer forma, todos concordam que estabeler um limite de idade para dirigir, como existe para poder tirar a primeira habilitação, não seria uma maneira justa de lidar com o problema. Entre várias sugestões, está a avaliação mais criteriosa dos motoristas de idade, incluindo um exame periódico ao volante, de preferência nos percursos feitos com maior freqüência.

Uma sugestão, já adotada em algumas cidades, é a concessão de uma carteira com limitações: da mesma forma que motoristas iniciantes são proibidos de circular em autoestradas, ou de andar acima de determinadas velocidades, os motoristas acima de determinada idade só poderiam circular numa área determinada e que atendesse às suas necessidades no dia-a-dia, como ir ao super-mercado, à farmácia ou ao clube, por exemplo.

As soluções legais não são simples e também requerem a inevitável criação de toda uma estrutura para cuidar dos motoristas de terceira idade. Mas as autoridades precisam começar a pensar no assunto o quanto antes.

A reportagem da Autoweek é complementada por duas sugestões de testes, que procuramos adaptar para as condições brasileiras. O primeiro destina-se ao próprio motorista, para que avalie suas condições e forma de dirigir. O segundo, é um auxílio para filhos, netos ou simplesmente amigos, para que possam aconselhar ou até mesmo interferir no momento da crítica decisão de entregar as chaves do carro aos mais jovens. Eles estão nos links abaixo. Esperamos que sejam úteis.

Teste 1: Para avaliar sua performance

Teste 2: Para quem se preocupa


Jorge Meditsch


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