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atualizado em 30 de janeiro de 2013                       quem somos | contato | newsletter       

   
 
Range Rover Sport


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Desejos para 2014


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Novo Logan


Quase 80 por cento do novo Logan são novos mesmo. A Renault mudou quase tudo no modelo, que tem seus atrativos
 
A gasolina subiu, mas você não precisa gastar mais

foto de arte AE

Há várias maneiras de reduzir o consumo de combustível. A maioria é muito simples e pode fazer diferença

O preço da gasolina está subindo, depois de um longo período de estabilidade. Para quem não estava muito preocupado com o consumo nos últimos anos, a diferença de preço pode pesar no orçamento.

Algumas medidas simples podem gerar uma economia razoável no gasto de combustível. A ponto de neutralizar o preço maior.|

Ainda no posto - Você pode começar a economizar logo depois de abastecer o carro: é só gastar cinco minutos a mais e calibrar os pneus.

Pneus com baixa pressão podem aumentar o consumo em mais de 3 por cento. Pneus murchos alteram o diâmetro de rodagem, aumentam a área de contato com o solo e criam resistência à rolagem – tudo isso exige mais esforço do motor e, consequentemente, faz com que você pise mais fundo no acelerador.

Uma economia extra: pneus bem calibrados duram mais.

Lembre-se, também, que quando a temperatura ambiente muda, a pressão se altera – quando esfria, ela cai.

Use a pressão recomendada pelo fabricante do carro e não esqueça que carro com carga máxima (como a família mais bagagem) exige pressão maior.

Respiração - Há quanto tempo você não limpa ou troca o filtro de ar? Para funcionar, o motor precisa respirar e, da mesma forma que as pessoas, gasta energia para puxar o ar para seu interior.

Filtro de ar sujo exige mais força para a fase de aspiração do motor, o que causa queda no desempenho e aumento no consumo. Limpar ou trocar o filtro pode reduzir o consumo entre 3 e 5 por cento. Já um filtro muito usado, pode elevar o gasto com gasolina em mais de 10 por cento.

O óleo certo - Usar o óleo especificado pelo fabricante pode ajudar a poupar entre 1 e 2 por cento no consumo. Pode parecer pouco mas, como as trocas de óleo normalmente são bastante espaçadas, superando nos carros mais modernos o intervalo de 10 mil quilômetros, é uma economia que pode resultar bem grande ao final de alguns meses.

Não caia na conversa do “óleo de cinco mil ou de dez mil”, aplicada pelos atendentes nos postos. Quem sabe o melhor óleo para cada tipo de motor é quem o fabricante.

A pressa sai caro - Quando o carro anda em velocidade constante, como nas estradas, o consumo é definido basicamente pelo atrito e pela resistência aerodinâmica. E o ar tem um peso muito grande no consumo.

É só lembrar que um carro andando a 120 km/h enfrenta uma resistência aerodinâmica quatro vezes maior do que um que roda a 60 km/h. E, como o motor tem que fazer mais força, precisa de mais combustível – coisa de oito vezes mais, neste caso.

Se o seu carro tem computador de bordo que mostre o consumo instantâneo, você mesmo pode conferir o quanto custa andar mais rápido. E lembre: numa viagem de 200 quilômetros, andar a 120 km/h em vez de a 100 km/h vai fazer você ganhar 20 minutos – e gastar uns 40 por cento a mais.

Pense à frente - No trânsito urbano, o pedal que faz você gastar mais gasolina não é o do acelerador, é o do freio.

Toda vê que você reduz a velocidade, está jogando fora a energia – e o combustível – que o carro usou na aceleração. Em outras palavras, queimando dinheiro.

Portanto, quando você vir que o sinal está para mudar, mesmo ainda um pouco longe, o ideal é tirar o pé do acelerador e deixar o carro perder a velocidade gradualmente, em vez de frear a poucos metros de distância.

Melhor ainda é não precisar parar: há avenidas em que os semáforos são sincronizados e, se você mantiver a velocidade certa, pode pegar todos os sinais verdes.

Planejamento - Usar o carro com inteligência também ajuda a diminuir o consumo. Procure planejar suas saídas, fugindo dos horários de maior trânsito. Pensar no roteiro entre os pontos aonde você tem que ir também ajuda, diminuindo a quilometragem percorrida.

Outra coisa: motor frio gasta mais. Como, em geral, um carro precisa rodar pelo menos uns seis quilômetros para o motor chegar à temperatura ideal, é melhor ir a vários lugares numa saída só do que levar os filhos à escola pela manhã e deixar a ida ao supermercado para a tarde, por exemplo.

Ar-condicionado - O ar-condicionado pesa bastante no consumo, principalmente quando o carro está em marcha lenta, parado nos engarrafamentos e semáforos. Nesses casos, o consumo pode aumentar até mais do que 30 por cento.

Regule o sistema para uma temperatura confortável, em torno de 22º C, e se o calor não for muito forte, prefira desligar a climatização.

Na estrada, porém, em velocidades mais altas, andar com janelas fechadas reduz o arrasto aerodinâmico e usar o ar-condicionado pode não aumentar muito o consumo ou até sair mais barato.

Outros fatores - Há muita coisa que pode influenciar no consumo, mas algumas são bem óbvias. Carros pretos, por exemplo, aquecem mais no sol e exigem mais do ar condicionado do que os brancos ou prata. Tetos solares de vidro isolam menos do que um teto rígido tradicional. Películas muito escuras nos vidros bloqueiam a luz do sol, mas transformam parte da energia luminosa em calor irradiante. Usar o porta-malas como armário também aumenta o consumo por elevar o peso do veículo: tem gente que leva dezenas de quilos de livros, ferramentas, material esportivo e outras coisas de um lado para o outro sem necessidade.

Longo prazo - A maioria das medidas para economizar combustível não proporciona uma economia se você pensar apenas no próximo reabastecimento. Mas se você conseguir reduzir seus gastos em cinco por cento, por exemplo, vai neutralizar o peso do aumento anunciado em seu orçamento. E, se calcular o que isto significa num ano de uso do carro, a economia pode ser bastante para pagar pela viagem de férias.




Jorge Meditsch


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