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atualizado em 10 de outubro de 2007                       quem somos | contato | newsletter       

   
 
Range Rover Sport


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Desejos para 2014


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Novo Logan


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Híbridos: combinação sem mistura

foto de divulgação

Prius: o primeiro híbrido de sucesso
Eles ainda devem demorar para chegar ao Brasil. E, mesmo na Europa, Ásia e Estados Unidos ainda são considerados veículos um tanto exóticos e não caíram de todo nas graças dos consumidores. São os carros híbridos, portadores de uma nova modalidade de propulsão.

A principal característica dos híbridos é utilizarem motores elétricos junto com motores a combustão interna, ou seja, movidos a gasolina, diesel ou álcool. Ao contrário do que muita gente anda falando – inclusive na imprensa especializada – eles não têm motores movidos simultaneamente a gasolina e eletricidade. Provavelmente, porque esse tipo de motor não existe, pelo menos em versão comercial.

Como toda a tecnologia nova, a propulsão híbrida para automóveis de passageiros passa por um período de definição, em que as fábricas experimentam diversas maneiras de combinar os dois tipos de motores. As principais são as seguintes:

1. O motor a gasolina é usado a maior parte do tempo, sendo auxiliado pelo motor elétrico nas partidas, subidas ou ultrapassagens. Quando o carro pára, como nos sinais, o motor a gasolina é desligado e, para arrancar, é usado apenas o motor elétrico, que tem mais torque em baixa rotação.

2. O carro é movido apenas a eletricidade, fornecida por baterias que podem ser recarregadas numa tomada comum. Mas, para aumentar a autonomia, ele dispõe de um gerador movido a gasolina ou diesel, capaz de gerar energia elétrica quando for necessário. É o chamado híbrido “plug in”, ou seja, conectável.

No primeiro caso, existe uma ampla variedade de maneiras para integrar os dois tipos de motor. Alguns fabricantes utilizam um motor de arranque reforçado como propulsor auxiliar, capaz também de funcionar como gerador quando o carro estiver numa descida ou durante as frenagens. Outros posicionam um ou mais motores elétricos ao longo da cadeia de transmissão, junto ao câmbio, diferencial ou cardã.

Motores independentes - Outra opção já experimentada é usar o motor a combustão no eixo dianteiro e o elétrico na traseira, sem conexão física. O “diálogo” entre os dois tipos é feito através do solo, com a ajuda de computadores.

Os híbridos foram inventados muito antes do que a maioria da pessoas imagina. O primeiro carro desse tipo foi feito em 1899, por um engenheiro inovador, Ferdinand Porsche, que ficaria famoso, muitas décadas depois, por ter projetado o Fusca e por seus carros-esporte. O carro feito por ele tinha um motor elétrico em cada roda e um gerador a gasolina.

Apesar de não ter se popularizado durante o primeiro século de existência do automóvel, o sistema foi muito usado em aplicações especiais, como para movimentar locomotivas (diesel-elétricas) ou em caminhões hiper-pesados usados em mineração, capazes de levar mais de 500 toneladas. Como o torque dos motores elétricos não depende da rotação, o sistema é muito eficiente nas arrancadas, principalmente a plena carga.

Você ainda terá um? Depende. Até agora, um dos principais problemas dos híbridos é o preço que, nos modelos já lançados, é pelo menos 25% mais alto do que as versões convencionais. Uma diferença que a economia de combustível não consegue compensar, mesmo considerando um período de três ou quatro anos de uso normal. Por isso, mesmo os híbridos de maior sucesso, como o Prius, da Toyota, só conseguem conquistar compradores entre militantes ambientalistas, políticos querendo promover suas imagens ou amantes das novidades tecnológicas.

Hibridos velozes - Uma novidade, porém, poderá ajudar. Os carros da Fórmula 1 serão obrigados, dentro em breve, a utilizar algum tipo de sistema recuperador de energia. Quer dizer, terão que aproveitar de alguma forma a energia que desperdiçam a cada frenagem. Várias opções para fazer isso estão sendo estudadas e, dada a importância da eficiência na categoria, é possível que a tecnologia desenvolvida acabe transferida para os carros normais.

Isso faz com que, até agora, nenhuma empresa tenha se disposto a importar esses veículos. Quanto a fabricá-los aqui, o interesse é ainda menor: com a capacidade produtiva quase atingida, é difícil que a indústria brasileira se proponha a fabricar um modelo que, mesmo ambientalmente correto, dificilmente venderá mais que algumas centenas de unidades por mês.


Jorge Meditsch


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