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atualizado em 07 de fevereiro de 2008                       quem somos | contato | newsletter       

   
 
Range Rover Sport


Muito luxo, conforto e competência fora da estrada. O novo Range Rover Sport chega ao Brasil

Desejos para 2014


Roberto Nasser abre o ano com uma lista de desejos para os leitores terem um novo ano perto da perfeição

Novo Logan


Quase 80 por cento do novo Logan são novos mesmo. A Renault mudou quase tudo no modelo, que tem seus atrativos
 
Híbridos - a tecnologia da esperança?

foto de divulgação

O Prius e o Lexus, extremos em preço e eficiência energética
Apesar de todo o alarde, no mercado americano, o maior do mundo, só há 11 modelos híbridos disponíveis. Os preços variam entre US$ 20.900,00, pelo Toyota Prius, e US$ 104.000,00, valor do luxuoso Lexus LS 600 h L.

A eficiência ecológica dos modelos também é ampla. Enquanto o compacto Prius é capaz de rodar 16,94 quilômetros com um litro de gasolina, o pesadão Lexus não percorre mais que 8,89 quilômetros com o mesmo volume de combustível.

Todos os modelos hoje disponíveis são híbridos da primeira geração moderna. Moderna porque a idéia do carro híbrido, em que motores a gasolina e elétricos coexistem, data do final do século 19, quando ninguém menos que Ferdinand Porsche, então um jovem engenheiro, construiu uma série de carros elétricos para a fabricante Lohner, movidos a eletricidade, mas com a particularidade de carregar consigo um gerador a gasolina para manter as baterias sempre ativas.

O Lohner-Porsche tinha motores elétricos colocados dentro das rodas e teve versões com tração em duas e quatro rodas. Pilotado pelo próprio Porsche, mostrou sua agilidade, vencendo pelo menos uma prova de subida de montanha.

Auxílio - Os híbridos nascidos no final do século 20, porém, usam uma tecnologia diferente. Eles têm um motor elétrico, em geral o mesmo usado para dar a partida, conectado ao motor a gasolina. A propulsão elétrica é auxiliar, sendo usada, de maneira geral, apenas nas arrancadas e retomadas de velocidade. Em alguns carros, o motor elétrico funciona sozinho, durante algum tempo, em baixas velocidades.

As baterias desses híbridos são carregadas pelo motor a gasolina quando ele entra em ação, principalmente em situações de estrada, em velocidade constante. Elas também recebem energia nas descidas e frenagens, quando o motor elétrico passa a funcionar também como gerador.

Apesar de, em média, conseguirem uma redução de consumo de até 20%, os híbridos atuais não conseguiram seduzir o grande público. O maior problema, até hoje, é o custo, cerca de 50% acima de veículos tradicionais do mesmo porte. Um Prius, por exemplo, que tem tamanho equivalente a um Corolla, custa cerca de R$ 40 mil nos Estados Unidos, país em que o modelo convencional tem preço base em torno de R$ 28 mil.

A próxima geração de híbridos, que deve começar a chegar às ruas no final do ano que vem, em termos de funcionamento é bem próxima do pioneiro carro de Porsche. Batizados de plugins, pela possibilidade de carregar suas baterias na tomada de corrente, eles são fundamentalmente carros elétricos, que não dependem do motor a gasolina para rodar.

Nos plugins, há um motor a combustão interna, que pode ser a gasolina, álcool, diesel ou gás. Mas esse pequeno moto não está conectado às rodas – serve apenas para movimentar um gerador, aumentando a autonomia do carro.

Economia - Como a maioria dos plugins pode rodar mais de 60 km com a carga normal das baterias, o que é o suficiente para o uso diário de grande parte dos usuários, o motor a combustível raramente é acionado, proporcionando um ganho real em relação ao ambiente. Já o custo da eletricidade varia muito de acordo com o local mas, na maioria das cidades americanas, pelo menos, é mais barato do que andar da forma tradicional.

Os carros que vêm por aí são interessantes. O mais badalado, até agora, é o Volt, da General Motors. Prometido para 2010, ele é um sedã que, usando o gerador, pode chegar a uma autonomia de mil quilômetros. Ainda em desenvolvimento, seu preço, anunciado inicialmente em US$ 30 mil, já foi elevado para US$ 40 mil – o equivalente a um Cadillac ou outros carros de luxo nos EUA. Será um sucesso? A GM aposta que sim, o mercado é que vai decidir.

No Brasil, a indústria não toca no assunto. A desculpa oficial é que a tecnologia flex supre nossas necessidades energéticas e financeiras, mas o custo dos híbridos, somado aos nossos impostos, é um impedimento enorme. Portanto, não conte em ver esses novos carros por aqui tão cedo.


Jorge Meditsch


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